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Capitão Daílson de Montes Claros, que já atuou em Espinosa, é expulso da PM

O Capitão Daílson da Silva foi exonerado da Polícia Militar de Minas Gerais. O documento validado pelo Coronel da PM, Helbert Figueiró de Lourdes expedido, nesta terça-feira (09), descreve  que “ Resolve demitir da Polícia Militar, o Capitão Daílson da Silva Freitas, do 13º batalhão de Polícia Militar, em cumprimento a determinação judicial.”

Dailson foi preso, em 2013, suspeito de envolvimento na fraude do concurso da PM daquele ano.  Na época ele atuava no 50 batalhão, após o fato foi transferido para Belo Horizonte.

Segundo o Major Santiago, da Assessoria de Comunicação da Polícia Militar, em Belo Horizonte, a decisão tomada pela corporação não pode ser revogada.

“Ele foi excluído da corporação e deixa de ser militar. A decisão saiu ontem, baseado em um processo administrativo disciplinar, o qual ele responde por causar grave escândalo e atentar contra o decoro da classe. A Polícia, como uma instituição séria, independente das questões judiciais, quando houve a suspeita da participação de fraude, já iniciou os trabalhos nas esferas administrativas. Pôr a PM respeitar o processo legal, que a exclusão levou alguns anos. Mesmo o capitão tendo entrado com recurso, a corporação optou pela exclusão. A decisão da perda da patente pertence à Justiça e eles optaram por essa sentença. Na esfera administrativa, a decisão não pode ser revogada”, explica o Major Santiago.

Segundo Santiago, o Capitão fiucou lotado na PM por 20 anos.

Entenda o caso

No concurso da Polícia Militar, aplicado em 2013, Daílson da Silva e João Carlos Eulálio, à época já expulso da corporação, foram suspeitos de fraudar a prova, beneficiando o candidato Carlos Alves da Silva, de 27 anos.

Na época, segundo a ocorrência, um candidato esqueceu o celular após sair da sala de exame. Um sargento, aplicador da prova, suspeitou ao ver 39 chamadas não atendidas, no momento da realização do exame.

O nome de Daílson foi envolvido na fraude, pois, no carro de João Carlos Eulálio foram encontrados pontos eletrônicos e vários celulares, além de documentos no nome do Capitão.

O advogado da defesa, procurado pela reportagem do Webterra, e o Daílson, não foram localizados para comentar sobre a decisão.

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